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ZELADOR DORMINHOCO LEVA VANTAGEM PERANTE CONDOMÍNIO

No Rio tudo parece ser mais suave. Depois de engolir algumas massas empurradas com bebidas estranhas, exagerando na dose, em pleno horário de trabalho num condomínio empresarial na Barra da Tijuca, o zelador mequetrefe, não raro, caía num sono profundo que dava até gosto de vê-lo roncar. Cinco ou seis horas batidas com a vida que pediu a Deus. Não demorou muito, foi demitido. Rua. Furioso com o síndico, reclamou na vara do Trabalho. Tinta. Demissão correta e com motivos de sobra, carimbou o juiz. Quase nenhum tostão a receber. Recorreu dizendo que alguns de seus colegas também dormiam a vontade no prédio, principalmente na jornada noturna e, quando muito, só recebiam simples advertência. Por isso não achava justo ser discriminado. Aquela punição era severa demais. O TRT caiu nesta conversa e os condôminos, velozes e furiosos, recorreram. Porém, a brisa leve de Copacabana estava mesmo soprando a favor do operário folgadão. A velha história da equiparação com os paradigmas mandou a justa causa para o vinagre. Beleléu. O funcionário, todo contente, decerto deve estar dormindo noutra freguesia com o bolso cheio de lobo-guará.
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