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MALANDRAGEM NO DESCARTE DE RESÍDUOS DE CONSTRUÇÃO GERA MULTA DE QUASE UM MILHÃO A SERVIDORES

Prefeitura da capital paulista nos idos de 2017. Quando a casa caiu, um jogava o rojão aceso no colo do outro. Aparecido dizia que cumpria ordens de Raimundinho, o poderoso chefão. Este, por sua vez, desconversava alegando que não era bem assim não. Enquanto isso, passados uns seis meses de descarga, a molecada de um centro esportivo de Taipas já não podia mais bater aquela bolinha nos finais de tarde. É que inúmeros caminhões basculantes e com caçambas abarrotadas de entulhos de resto de construção, previamente autorizados pela dupla, ali faziam filas, dia e noite, para desovar resíduos de escombros, acabando de vez com o campinho da meninada. Tudo de forma irregular. Descoberta a falcatrua dos dois servidores do município - que a esta altura já deviam ter alguns apezinhos no Guarujá e otras cositas más, tudo em nome de laranjas, é claro - foi proposta uma ação de indenização por improbidade. Para tristeza deles, o patuá caiu nas mãos do experiente doutor Luís Grisolia. De cara, todos os bens dos velhacos se tornaram indisponíveis. Talvez uma bike Caloi e um skate do camelô, no máximo. Somando as quantias das condenações, a cifra hoje gira em torno de um milhão de reais. Não poderão, ainda, participar, por cinco anos, de mais nada que envolva relações com o poder público, pois poderão fraquejar de novo. Na semana passada, dia 18/03, a decisão da 8a.Vara da Fazenda foi mantida. Novamente o tribunal reconheceu o dolo, a culpa, a má-fé e a desonestidade dos dois caboclinhos. A cor de um centavo deste montante é que talvez prefeito algum veja antes do grande dilúvio de que fala o Apocalipse.
(pepijus.com.br - no rastro do Direito)