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TST MANTÉM FAZENDEIRO NA LISTA DE TOMADOR DE SERVIÇO ANÁLOGO AO ESCRAVO

Os boias-frias colhedores de mandioca dormiam - se é que pegavam no sono - quase que ao relento, amontoados num barraco de lona à beira da selva Amazônica, em Ribeirão Cascalheira(MT). Onça gorda para todo lado. Ratos então... um trombando no outro e as serpentes assustadoras, atrás deles, rodeavam o acampamento. Pernilongos borrachudos e da malária, a dar com pau. Água de beber, de banhar e de cozer só encontravam num riacho contaminado com os próprios dejetos por eles mesmos ali despejados, noite e dia. Quando os fiscais do Trabalho chegaram, já meio tarde, em 2008, o capataz tomador da empreita tentou engrupi-los. Já era tarde. Filmaram e fotografaram tudo. Até o Ribeirão Bonito. Lavraram 19 autos de infração por irregularidades de todo tipo . O dono da fazenda pagou as multas e tentou jogar a culpa nas costas do "gato". Até no TRT esta tática vinha funcionando. Porém, no final do mês passado, o TST, vendo clara terceirização, descascou de vez a raiz, jogando por terra a conversa fiada. O nome do fazendeiro continuará figurando no rol indecente de empregadores que impõem aos seus subordinados condições de ofício semelhantes àquelas só vistas no tempo de triste memória do cativeiro negro.
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