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DESEMBARGADOR CONDENADO POR VIOLÊNCIA DOMÉSTICA VOLTARÁ AO TRABALHO

Durante uma discussão em família - a que todos nós estamos sujeitos - Luís Espíndola, desembargador veterano do TJ do Paraná, onde tudo se plantando muito se dá, acabou machucando sua irmã e a própria mãe, esta ao que tudo indica, involuntariamente. Deu BO e foi todo mundo parar na delegacia. Coisa feia. O vexame culminou em processo por violência doméstica que depois de nove anos foi parar no STJ e ontem teve fim, ou quase. Quatro meses e vinte dias de detenção em regime aberto - três ministros queriam o semiaberto(colônia penal) - com a concessão de sursis(suspensão condicional da pena) por dois anos. No primeiro Espíndola prestará serviços à comunidade oito horas por semana -tudo indica que será na Lefem - se a ação não for todinha para o vinagre por conta da prescrição. O doutor Luís terá ainda de ficar ao menos 100 metros(um quarteirão) de distância da irmã, mas dos processos não, pois mesmo contra a vontade de seis juízes, a maioria entendeu que o homem tem que voltar a trabalhar senão este país não vai pra frente nunca.
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