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EMPRESA É CONDENADA POR SUMIÇO EM DINHEIRO VIRTUAL

No começo da prosa, um blá blá blá de cair o queixo, em agosto de 2021, lá para as bandas de Santo André(SP), Fioravante foi informado que a sua grana, quase oitenta mil contos transformados num passo de mágica em vil metal virtual, ia ficar bem guardada nas nuvens, feito fantasminha, assombração ou sei lá o que e que quando precisasse dela... Era só um click e estaria no bolso valendo bem mais do que se estivesse em poupança, bolsa, dólar, fundos, euro e tudo mais que o mercado financeiro oferece como tentação do cão. Fé cega faca amolada. Veio o aperto e mais do que depressa foi correndo atrás do que era seu. Era, pois já não existia mais nada, só o vento. Ficou um mês grudado no celular. Aperta o dedão aqui aperta ali, pulava no computador fuçando na internet e não conseguia acessar o dinheiro que agora parecia estar mesmo invisível de vez. Quando logrou ver a conta... Quase infartou ! A firma informou que algum pilantra - por aí tem demais - hackeou seus dados e rapou a granosa todinha, mas que a plataforma de investimento não tinha nada a ver com isso. Conversa(mole) vai, conversa vem e na mão do neném nenhum vintém. Teve então que correr para o fórum. O juiz disse que era para a empresa se virar e dar o dinheiro do rapaz. Cerco fechado ela quis apelar. Hoje deve ser publicado o acórdão da 36a. Câmara. O doutor Milton Carvalho, é, o Carvalho mesmo, mandou devolver todo o valor desaparecido, centavo por centavo corrigido, mais as custas e despesas com o processo. Agora, se todas as criptomoedas, os famosos bitcoins da devedora foram mesmo para o espaço, Fioravante, meu irmão, você ficar a ver navio no cais de São Sebastião. Um abraço !
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