Radar Pepijus
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DISPARAM GOLPES COM APLICAÇÕES FINANCEIRAS

Com a simplicidade, mas a sabedoria que só o correr dos dias é que traz, minha vó sempre dizia: a ocasião, faz o ladrão. Com as alterações nas regras de correção, já faz um bom tempo que Caderneta de Poupança deixou de ser atrativa para quem tem um tostãozinho sobrando. Mesmo assim, para não deixar a grana debaixo do colchão, ainda é a preferida da maioria da população. Porém, cada vez mais vem crescendo o número de pessoas que se aventuram em procurar alguma aplicação que possa ao menos fazer frente à corrosão do vil metal, proporcionada pela carestia e inflação que vem ganhando força, com pandemia e tudo mais. Neste mesmo compasso, vicejam os golpistas, sempre de prontidão para iludir os incautos. Constroem uma bela fachada, fazem um barulho enorme, sobretudo na mídia social, com aplicativos nas lojas virtuais e páginas na web. No início das tratativas, sempre adoçam os lábios das presas fáceis. Prometem o mundo e o fundo, mas depois... Só desencanto, Procon, porta de delegacia e do lex jus. Adeus sossego. A onda, de alguns meses para cá, é o famoso "chapéu mexicano" com as tais de criptomoedas. Ferpa boa, mas que ninguém vê. Na semana passada, o magistrado da 3a.Vara Criminal de Taguatinga(DF) condenou um destes vigaristas a um ano e dois meses de reclusão. O estelionatário terá, ainda e não se sabe como, de devolver os 120 mil reais levados de uma vez de três investidores tapeados. No início, a prosa com o malandrão até que era boa, com cafezinho expresso e tudo mais. Entretanto, do meio para o fim, nem zap o caboclo respondia. Simplesmente, desapareceu com o dinheiro suado das vítimas. A promessa do espertalhão era a de lucro certo e elevado, com investimentos em moedas digitais e na bolsa de valores. Nenhuma coisa e nem outra. Ficaram, na verdade, irresolutos, na margem do Paranoá, vendo a lancha passar.