Radar Pepijus
Opinião
468 ANOS DE INJUSTIÇA E SONHOS EM SÃO PAULO

Francamente, tal qual no cerne do semiárido nordestino, viver em São Paulo, não é para os homens fracos. Desde a fundação até hoje, quando se parte em fatias mil, o célebre Bolo do Bixiga, dos 468 anos, quem mora ou já passou algum tempo de sua vida nesta metrópole, põe-se a refletir, ao menos um pouco, acerca de tudo aquilo que esta cidade tem significado ao longo de sua história. Apedrejá-la, parece mais cômodo: violenta; poluída; alagamentos, trânsito infernal, etc e tal. Entretanto, aos meus olhos, de sujeito caipira, do interior do estado, a par de todos estes adjetivos pejorativos, sempre pude notar que, em verdade, a nossa capital bandeirante esconde mistérios, caprichos e encantos que cativam muita gente de toda parte do planeta. Sempre teve um chão acolhedor; de infinitas soluções e oportunidades, seja de trabalho, de estudo, de saúde; de cultura; turismo, de espetáculos e da gastronomia para todo quanto é tipo de predileção. Por isso, ainda que permaneçam os grandes conflitos e mazelas sociais de toda sorte, reclamando busca de remédio nem sempre encontrado, o certo é que, no frigir dos ovos, tem-se muito o que comemorar, neste balanço e contrapeso dos fracassos e da esperança, até porque, estamos, ainda, diante de um formigueiro crescente e que ninguém mais segura. Salve Sampa, a nossa eterna e adorável terra da garoa.