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SERVIDORA VISTA LAVANDO CARRO PARTICULAR NA REPARTIÇÃO TEM DEMISSÃO REVERTIDA

Agosto de 2018. Uma seca brava que até pardal voava de ponta-cabeça no planalto central. E a moçoila foi filmada lavando seu carrão enquanto que, na condição de escriturária concursada, devia estar cuidando das papeladas da Sociedade Goiana de Cultura. O diretor da repartição, ao que tudo indica, já não vinha lá muito católico com a conduta da menina e tudo culminou para empurrar o vídeo até uma emissora de televisão de Goiânia. Escândalo em horário nobre. Foi o maior escarcéu que deu ensejo a um processo disciplinar, desaguando na demissão sumária da pobrezinha. Em plena escassez hídrica, no horário de labuta, ficar ensaboando seu veículo, ainda de forma escancarada, seria mesmo um desplante. Deboche sem perdão. Seria, mas não foi. Quarenta anos de janela e infiltrada até a raiz no Sindicato dos Auxiliares de Administração Escolar de Goiás, foi com tudo para cima do valentão e virou o jogo. No TRT logrou demonstrar o exagero da comissão processante e convenceu os magistrados de que tudo não passava de uma implacável perseguição cerrada. Estava mesmo era regando as plantas murchas do jardim da sociedade e aproveitou a manobra para tirar algumas folhas secas caídas sobre seu lindo automóvel. Meio litrinho de água, que nem da Saneago era, pois no local havia poço artesiano. Salva pelo gongo e pelo var, o cartão vermelho se transformou em mera falta leve. Voltou a trabalhar e o chefão ficou mesmo foi com a cara de tacho. O TST, na semana passada, nem conhecer quis o recurso interposto pela chefia, posto que não seria mais a quadra de reexame de prova já bem examinada.
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