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Opinião

LIBERDADE DE OPINIÃO, DE EXPRESSÃO E AGRESSÃO. ABERTA A TEMPORADA


LIBERDADE DE OPINIÃO, DE EXPRESSÃO E AGRESSÃO. ABERTA A TEMPORADA


Em 2018, o jornalista Luís Nassif desceu o sarrafo no dono da Havan, Luciano Hang, exibindo e comentando o famigerado vídeo onde o empresário estaria concitando seus empregados a esquecer o Lula, de vez, senão, com a eleição do petista, o país quebraria e estariam, todos na rua da amargura. Muitas pessoas, sobretudo  as que não eram muito fã do Bolsonaro, reagiram ao aceno persuasivo do lojista de Santa Catarina, notando naquilo, odioso assédio intimidativo com cunho eleitoral. Até o MP do Trabalho entrou na parada e foi um pega-pra-capar.  Hang acabou processando o rapaz, rogando a justiça bandeirante, reparação por danos morais e outros babados vistos nas críticas pesadas. No primeiro round, o autor da ação levou tinta. O magistrado entendeu que a análise mais acalorada faz parte da liberdade de expressão e opinião, direitos consagrados na Carta Magna. O TJ, no entanto, disse que não.  Luís....respeita Januário ! Nassif teria chutado o balde nos palavrórios. Vinte mil contos para engordar o caixa da Havan. Na quarta passada, 09/02, no entanto, o  ministro Toffoli, proferiu medida suspendendo a decisão paulista. Reprisou a tese monocrática.  Até onde vão estas tão propaladas regalias constitucionais ?  Não há fronteiras ? A meu ver,  dá para criticar, publicamente, um comportamento,  ideias e condutas alheias, sobretudo de pessoas públicas, com alguma notoriedade, até com veemência mais apimentada. Em especial os profissionais de imprensa que jamais podem ser tolhidos desta prerrogativa, muitas das vezes inerente ao  ofício. Os editoriais jornalísticos costumam formar opinião e, por vezes,  têm vulto acadêmico e pedagógico perante a população que os vê.  Porém, penso que ao se expressar um pensamento, não se pode faltar com um mínimo de respeito; agredindo a dignidade, a honra da pessoa, de sorte leviana, de graça, distante do retorce ou do calor da contenda. A polidez e a urbanidade, a rigor, devem, sempre que possível, prevalecer entre os mortais.  Selvageria e maus-tratos nos vocabulários, não raro, espelham fraqueza de espírito e intelectual e devem sim receber a repulsa pacificadora e exemplar do Judiciário, senão a desordem se instala e todos saem derrotados. A liberdade se tempera com a responsabilidade.   Fechem os olhos e os tímpanos: as eleições se avizinham !

(pepijus.com.br - seriedade e leveza com o Direito)

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